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Obesidade canina e felina: o que você precisa saber!
Olá apaixonados!
Hoje resolvi falar de obesidade em cães e gatos. Este problema é bastante frequente e muitas vezes, os proprietários não dão a devida importância, porém devemos pensar nos riscos que este excesso de peso pode trazer para a saúde deles.
Como ocorre a obesidade?
A obesidade em animais, assim como em humanos, é decorrente do desequilíbrio entre o consumo de alimentos e o gasto de energia, ou seja, o pet está comendo mais, ingerindo mais calorias do que necessita para manter suas funções vitais. Sendo que alimentação inadequada e sedentarismo são os principais causadores da obesidade em pets.
A obesidade é um problema comum em cães e gatos?
A obesidade em pets é sim um problema comum e a porcentagens de animais obesos é crescente. Para ter uma idéia, nos Estados Unidos a prevalência de sobrepeso/obesidade em cães aumentou de 25% em 1996 para 34% em 2006, e em gatos houve um aumento de 25% em 1994 para 35% em 2005. Já na cidade de São Paulo, um estudo detectou a prevalência de 16,5% de animais obesos.
Como a obesidade é diagnosticada?
A obesidade pode ser diagnosticada a partir de uma avaliação visual do escore da condição corporal do animal, ou seja, olhando seu animal pela lateral e de cima é possível identificar se seu animal precisa de cuidados veterinários porque está começando a engordar ou porque já está acima do peso ideal.
Para ficar mais fácil observe o seguinte:
Para cães:
1) Se as costelas estão palpáveis e sem excesso de gordura, e é possível enxergar uma “cinturinha”, ele está com o peso ideal.
2) Se as costelas são palpáveis com certa dificuldade e quase não há cintura, ele está com sobrepeso.
3) Se as costelas estão recobertas por grande quantidade de gordura, que também está presente em outras regiões do corpo como pescoço, lombar e base do rabo, e não há cintura, ele está obeso!
Para os gatos muda um pouco:
1) Gatos com peso ideal quando vistos de cima a cintura tem formato de ampulheta.
2) Gatos com sobrepeso possuem a cintura em formato de barril.
3) Gatos obesos possuem além da cintura em formato de barril, gorduras acumuladas na barriga.
Se for falar em números um pet está com sobrepeso quando o peso corporal dele está 10% acima do peso ideal, enquanto um animal para ser considerado obeso deve ter seu peso ≥20% do peso ideal.
Saiba mais sobre diagnóstico na página da Royal Canin clicando aqui.
Quais são as maiores consequências da obesidade?
Problemas decorrentes da obesidade no cão incluem osteoartrite, agravamento de displasia do quadril, problemas respiratórios, intolerância ao exercício e calor, complicações anestésicas, dermatopatias, aumento dos níveis de lipídeos (gorduras) no sangue, inflamação do pâncreas, doença renal e expectativa de vida reduzida.
Já os gatos com excesso de peso podem desenvolver diabetes mellitus, dermatopatias, doença oral, doença do trato urinário, claudicação e certas neoplasias.
A boa notícia é que algumas destas desordens – em cães e gatos – podem ser eliminadas com a redução do peso!
Como é feita a redução do peso?
Uma parte importante no plano de redução de peso está na restrição calórica fornecida para o animal através da alimentação. O método escolhido para detectar a quantidade ideal de calorias a serem ingeridas pelo pet em redução de peso será escolhida pelo médico veterinário.
Feito o cálculo é possível através de alimentos terapêuticos comerciais específicos para redução do peso fornecer a quantidade de calorias adequadas para o animal. Estes alimentos fornecem nutrientes adequados para o animal que passa por esta etapa de restrição calórica e, permite aos proprietários alimentar seu pet com quantidade regular para reduzir a fome e também evitar que o pet fique latindo, implorando ou procurando por comida.
Para os proprietários que gostam de fornecer petiscos é possível encontrar apresentações comerciais saudáveis, com baixa caloria e balanceados. Mas é importante avisar o veterinário que gostaria de incluir o produto na dieta, para que ele possa fazer alterações no programa para redução de peso, se necessário.
Com que frequência devo alimentar um pet em programa de redução de peso?
Os pets em redução de peso devem ser alimentados pelo menos 2 vezes ao dia em intervalos regulares para incentivar a saciedade.
Como posso saber que o regime está funcionando?
O objetivo da redução de peso é alcançar uma perda de 0,5 a 2% do peso inicial a cada semana, por isso o peso e o escore corporal devem ser checados a cada 2 semanas até que a tendência a perda de peso se estabilize. Neste ritmo a perda total de peso leva de semanas a meses, ou seja, é necessário paciência e dedicação do proprietário. É importante saber que fatores como idade, sexo, nível de exercício, temperatura, estresse, compromisso com a dieta proposta, e raça influenciam a perda de peso.
Portanto, se seu animalzinho está perdendo peso de acordo com o valor acima, vocês estão no caminho certo!
E para obter sucesso na redução de peso?
O diagnóstico da obesidade é simples e apenas com observação do seu animal é possível identificar o problema e buscar auxílio. A obesidade exige intervenção porque ela é fator de risco para outros problemas graves, como falamos anteriormente. Gordurinhas em excesso não são sinônimos de saúde, muito pelo contrário!
O sucesso no programa de perda de peso depende de três fatores:
Compromisso do proprietário: através da motivação, conhecimento sobre a doença e tudo que ela pode acarretar, e mudanças comportamentais, uma vez que será necessário comprometimento e rigor quanto ao cumprimento do programa proposto pelo veterinário. É importante que hábitos errados como dar comida e petiscos inadequados, na hora e em quantidade errada, sejam esquecidos para sempre, para que a manutenção do peso ideal seja possível.
Plano de perda de peso personalizado: através da dieta terapêutica, controle da porcentagem de sobrepeso, observação e exercício estabelecidos pelo médico veterinário para cada animal.
Monitorização regular do peso: realizada a cada 2 a 4 semanas, para avaliar se o programa está surtindo resultado.
Agora que você já sabe um pouquinho sobre a obesidade em pets, observe seu amiguinho… caso ele esteja sem cintura, ou esteja difícil palpar as costelas dele, convém levá-lo ao médico veterinário para uma avaliação!
Obrigada a todos e até a próxima!
Adaptado de: Canine and feline obesity: frequently asked questions and their answers. Iveta Becvarova. Vetlearn.com. Nov/2011.

















COMENTÁRIOS
Olá
Adorei as dicas! Principalmente porque tenho uma buldogue!
Mas tenho uma dúvida: qual seria a melhor medida de ração para ela que tem 7 meses e está com 18kg?
Valeu!
Abraço
Andréa
[...] Obesidade canina e felina: o que você precisa saber! Por Meu Pet, Minha [...]
Olá Andréa, ficamos felizes com seu comentário.
As rações comercias possuem densidade, volume e formatos diferentes, por isso se você pegar uma mesma medida (por ex. copo americano) e encher cada um com um tipo de ração, pode haver diferença de peso entre elas. Sendo assim, é interessante procurar o veterinário que cuida do seu cãozinho para que ele possa orientá-la quanto a quantidade correta a ser dada diariamente com base na ração fornecida.
É muito importante que você tenha esta preocupação quando ele ainda é filhote, assim com o passar dos anos você sempre vai cuidar para que ele não fique obeso e permaneça saudável.
Fique sempre de olho em nosso blog, sempre traremos boas dicas para os apaixonados por pet como você.
Abraços,
Fernanda Pinheiro
Tem que haver todo um cuidado com essa turminha mesmo…até porque somos nós que controlamos e regulamos isso.
Olá Fernanda.
Parabéns! Sempre muito bons os artigos!
Vou encaminhar para os meus clientes e no facebook!
Abs,
Ms. Ricardo Garé
Consultor de Vendas Vetline
Adorei as dicas.
Tenho um labrador de 4 anos castrado e sei o quanto é difícil manter um peso ideal.
Ele está acima do peso 5 kl.
Um abraço.
Mara.
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